segunda-feira, 25 de maio de 2020

Exposição da Introdução do Livro dos Espíritos (continuação)

2ª reunião de 02/03/2020

Exposição da Introdução do Livro dos Espíritos (continuação)
Quando morremos, nosso perispírito mantém a última forma. Reflexão do pai Sandro: O indivíduo morre e seu espírito vai para um “hospital” para equilibrar e desenvolver consciência. Quando o espírito atinge um nível de esclarecimento, ele encontra com outros espíritos dos seu relacionamento, sempre de acordo com a necessidade e evolução de cada um. (Todos os espíritos progridem, evoluem sempre. Todo progresso do espírito é patrimônio.) “Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra ela todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que fez.

Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos melhoram passando pe­los diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da “encarnação”, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é “uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que haja atingido a absoluta perfeição moral”. Há mais espíritos desencarnados que encarnados. (Paulo de Tarso já dizia, na Epístola aos Hebreus, 12: 1, que nós estamos cercados “por uma nuvem de testemunhas”, já informando que os Espíritos atuam e interferem forte­mente na vida dos encarnados o que confirmado é pelos Espíritos no item 459, do LE.).

Pai Sandro lembrou-se de um questionamento “Onde fica o céu e o inferno?” e comentou que as relações dos Espíritos com os homens são constantes. A moral dos espíritos superiores é “fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem para conosco”.  Contudo, a quantidade de espíritos não esclarecidos é maior. Entretanto, nós não podemos julgar um espírito só como ele se apresenta, ou segundo o vocabulário adotado, inteligência, forma física; têm-se que avaliar o fruto da comunicação, o conteúdo. “As comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.”

Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal. “As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, a nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações.” Os espíritos exercem influência no mundo moral e físico numa ação incessante. “No mundo dos espíritos há, também, uma boa sociedade e uma sociedade má.”

Contudo, não há erros imperdoáveis, o espírito sempre poderá ter perdão e caminhar na evolução. (através de Kardec os espíritos nos alertam que “se quisermos nos instruir em sua escola, devemos fazer com eles um curso. E nos alertam para sermos mais laboriosos e perseverantes em nossos estudos, sem isso os Espíritos superiores nos abandonam, como faz um professor com alunos negligentes.”

O Espiritismo cristão tem como máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. “A caridade não está só na esmola pois há a caridade em pensamentos, em palavras e em ações. Aquele caridoso em pensamentos, é indulgente para com as faltas do próximo; caridoso em palavras, não diz nada que possa prejudicar seu próximo; caridoso em ações, assiste seu próximo na medida de suas forças.”

irmã Ronalda



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